Ah, leaim! Nesse texto tem bolo!

Não faz muito tempo que me peguei pensando em porque você recebe os parabéns ao fazer aniversário. Não é nenhum grande feito, não é uma glória você ter nascido no maldito dia em que você nasceu. Não conseguia entender de forma alguma o porquê de ser congratulado por isso.

Talvez meus pais devessem, afinal o fato de estar completando X anos de vida é justificado pelo fato deles terem tido uma relação sexual que resultasse em mim. Mas acho que isso  o corpo de ambos recompensa com um pouco de dopamina, adrenalina e endorfina ao fim de tudo.
Celebrar um ano a menos que você se aproxima do fim me soava como algo patético e trágico, até que me veio a descarga mental!

O que é parabenizado na  verdade é o fato de você ter sobrevivido até esta idade! Por exemplo, o feliz aniversário dado pela sua avó poderia ser substituído por um “Parabéns por não ter morrido e ter alcançado a marca de 22 anos!”

Então parabéns à todos que estão vivos e lendo esse texto, ele é especialmente escrito para vocês.

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Bianca

Aprender a conviver é fácil comparado com a dificuldade de lidar com o fato de não mais ter.

Hoje alguém que alegrou por pouco tempo se foi. Alguém que não pedia muito além de um bom carinho e comida.
Incrível como em tão pouco tempo a gente se apega a quem nos agrada, quem com sinceridade parece ter afeto por nós. Não era para ela estar aqui, ela seria doada. O afeto criado por ela falou mais alto e não permitimos o afastamento, seus latidos leves fariam falta se ela partisse.

Infelizmente a ironia do destino não permitiu, prematuramente tirando ela de perto da gente. E os latidos que até minutos atrás nesse minuto é um dos mais amargos silêncios.

Mesmo que falasse ela não entenderia, mas acho que em nosso convívio curto ficou claro que ela era muito amada, e a dor é só reflexo da falta que fará. Uma pena.

Perda

O momento que eu paro pra pensar na vida e fazer um balanço de como tudo anda é antes de dormir. Mas nessa madrugada o sentimento resultante dos pensamentos me tiraram da cama e me impulsaram a escrever.

Não quero dar uma de Capitão Planeta nem de Super Homem. Muito menos martelar mais do que já martelaram esse assunto, não mexi um dedo pra ajudar, não compartilhei nada no Facebook, não usei hashtag, apenas me reservei ao direito de não atrapalhar. Entretanto acho que esse incidente de Santa Maria mexeu um pouco comigo de alguma maneira.

Me peguei pensando em como estariam os pais ou a namorada do menino que morreu lá na boate. Assisti a entrevista com eles hoje no jornal do meio dia, complicado. Ele tinha ido no banheiro segundos antes de começar o incêndio, a namorada se salvou, ele não.

Não quero relatar as centenas de histórias de gente que partiu esse fim de semana que passou, esse não é o ponto.
Já imaginaram a diferença que você faz? Já pensou no modo que toca ou já tocou o coração das pessoas e o vazio que pode deixar? Otimistas maquiam a dor tentando convencer de que ela não dura pra sempre.

Mas sabe, tive apenas uma perda significativa até hoje, uma que ainda me fez encher os olhos de lágrimas ao escrever isso, meu avô. Por mais que a lembrança não seja constante, sempre tem os momentos em que ela vem e a dor ainda aperta. E só de pensar em passar por isso de novo, me bate do desespero.

Esses dias falei ou ouvi a frase “ninguém é insubstituível”, mas pense bem, você vai achar alguns que são.
bigode

Meus desejos de que a dor alivie rápido, pessoal de Santa Maria.

O DIA QUE EU QUASE MORRI (FATO REAL) – PARTE 02

No último texto eu da saga eu me fodi. Um marginalzinho recém chegado na minha turma me jurou de morte por eu não ter permitido que ele afofasse a cara de uma menina com um soco, mas isso a gente já superou, né? Pois é, eu também tinha. Até porquê havia passado exatamente quatro anos depois: ESTOU LIVRE.

Ele morava em uma vila clássica da minha cidade, a fama dela como você deve imaginar é a mesma do cemitério de elefantes d’O Rei Leão. Havia visto ele algumas vezes durante o meu cotidiano enquanto esses quatro anos passaram, mas com as boas manobras que os valentões do colégio passam o primário inteiro te ensinando, você meio que aprende a passar invisível por algumas situações de risco.

Pois se passaram os quatro anos, e ele não era lembrado por mim fazia muito tempo. Eu estava feliz, estava calmo. Calmo e feliz como qualquer pessoa fazendo um churrasco tranquilo com os amigos. Estávamos entro aproximadamente 15 pessoas, alguns na cozinha fazendo maionese, outros na volta da churrasqueira, e eu era do time infeliz que bebia cerveja na rua. Lembro de quatro pessoas comigo na rua, dentre eles dois amigos meus de infância.
A gente ria, brincava, o e sempre. Até passar um carro com som no volume máximo. A música eu não lembro, mas era muito provável ser algum funk com batidão neurótico da época. Um dos meus amigos começou a dançar debochadamente, o carro passou por nós e parou uns 6 metros na frente.

Pensamos que o estilo lacraia do nosso amigo de dançar funk havia ferido o ego do motorista, que devia idolatrar uma canção tão digna. Na minha cabeça o carro ficou parado uns 10 minutos, mas acredito que não tenha levado nem um minuto para o malandro descer do carro:
– E aí, Lucas! Lembra de mim? – perguntou ele com um tom debochado e um sorriso escroto na boca enquanto arqueava a cabeça pra cima fazendo um “qualé” e sendo severamente ignorado por mim.

Meu brother com a maior ingenuidade do mundo pensou que eu não tinha visto ou ouvido e comentou “Olha lá, Myth. Teu amigo dando oi!”. Falei baixo e tenso “Ele não é meu amigo”.

REVOLVER CALIBRE 38

Nisso ele se aproximou puxando um revolver calibre trinta e oito. Conhecia bem, havia estourado a cabeça de muito zumbi no Residente Evil usando uma arma do mesmo tipo.
– Hoje a gente vai resolver o nosso assunto!
– Velho, fazem QUATRO ANOS! Deixa disso…
– Quem bate esquece, quem apanha nunca.
Maldita regra marginal. Maldito marginal. Maldita lei que proíbe pais de baterem nos filhos.

A cena era a seguinte: O vagabundo com a arma apontada para minha testa mandando eu baixar a minha cabeça, seguido por todos meus amigos. Obedecemos bonito, rápido, quase sincronizadamente. Chega ser engraçado ver como a força do cagaço faz com que ajamos rápido e imediatamente.
Me vi morto por um segundo, e sabe aquele lance da vida passar diante dos olhos? Acontece mesmo!

(CONTINUA)

Eleições – você concorda?

Hoje vamos queria tratar com vocês de um assunto bem sério mas de forma rápida. Eleição!
Você acha certo que é certo você ser obrigado a ir votar? Acha que é vantajoso de fato ter uma urna eletrônica? Se alguma das duas perguntas feitas por mim foi respondida com sim, gostaria de convidá-lo para uma breve reflexão comigo (Se você respondeu “não”, eu acharia ótimo que participasse também).

Você, cidadão brasileiro tem o dever de votar em um domingo proposto, sem escolha de ir ou não à urna. Já os deputados podem se abster de votações.
Nós fomos obrigados a escolher entre eles para que nos representassem, ganhassem um gordo salário e a mínima exigência feita à eles é que entendam o suficiente da matéria em votação e votar SIM ou NÃO, mas com o direito de tirar o corpo fora malandramente. Isso, amigo, beneficia o político sujo. O que compra voto.

Com o cancelamento da obrigatoriedade do voto poderíamos ter melhoras significativas em alguns pontos. Fazer com que candidatos convençam os eleitores com suas ideias políticas, convencer a ponto de fazer com que o eleitor realmente querer se deslocar do conforto da sua casa e abrir mão de passar uma parte do domingo com a família para ir até lá botar fá no candidato X.

Você realmente acredita que a urna eletrônica é um “avanço na festa da democracia brasileira”?. Você NÃO pode nem ao menos conferir se seu voto foi realmente computado! Nós temos TSE, que é quem organiza as eleições, fiscaliza, contém as urnas. É um sistema totalmente fechado.

Você realmente acha que isso tá certo? Pense, e tente debater isso com alguém!

O DIA QUE EU QUASE MORRI (FATO REAL) – parte 01

Sempre fui um cara na minha, principalmente quando o ambiente não me favorecia. O ano era 2007 e o ambiente não me favorecia. O que eu quis dizer com isso? Simples, estava em uma sala onde eu mal conhecia ninguém.

Eu tinha um colega que não parecia compartilhar dos mesmos costumes que eu, ele não se acoava em ambientes desfavoráveis e sim tentava se impor intimidando os demais. Sempre desaprovei atitudes do tipo.
Veja bem, chegou no colégio com menos de uma semana nos corredores já se ouvia boatos de que os garotos de duas séries acima iam “quebrar” a cara dele. Não tinha opinião formada sobre o assunto, e logo não me pendi para sua defesa, nem torci para que sua cara fosse partida em muitos pedaços.

Foi então que em uma troca de aula, sem professor, o moleque sem motivos reais começa a bater boca com a menina que sentava ao meu lado (Em uma explicação rápida, a sala era dividida em 6 fileiras de classes. Eu sentava na primeira fileira, a menina na segunda e o cara na sexta. Ou seja, três fileiras de classes separavam a jovem do moleque).
A discussão foi esquentando, as vozes subindo o tom até que ela soltou um: “Cala a sua boca, seu filho da puta.” – FILHO DA PUTA – naquele momento o ódio tornou-se notório nos olhos do pequeno marginal.
Nunca entendi porque as pessoas em geral se ofendem tanto ao serem chamadas de filho da puta, a ofensa claramente não tem ligação alguma à mãe do xingado em questão. Mas digamos que ele tinha algumas dificuldades com problemas menos complexos que esse e seria um abuso da minha parte exigir que o guri entendesse que a ofensa não fora proferia a sua imaculada mãe.

O marginalzinho se ergueu em fúria após receber tais palavras e caminhou em direção à minha colega com os punhos cerrados, chegou do lado dela, ergueu a mão. Caras. Eu não pensei, eu juro que foi involuntário, quando dei por mim já havia dado a volta na classe da menina e jogado o garoto no chão.
Foi então que recebi as frases que mudariam e atormentariam a minha vida por alguns anos: “Que isso, Lucas? Tu vai te arrepender por isso!” – E era claro que eu ia. A atitude foi nobre? Claro que foi. Mas uma coisa que aprendi desde cedo é que não se coloca a cueca por cima da calça e se combate o crime se você não for Kryptoniano.

Encerrei o problema da menina que eu mal conhecia e causei um pra mim, que eu conhecia (e a partir daquele momento não sabia mais por quanto tempo ainda ia conhecer) muito bem.

(CONTINUA)

Prefira Pepsi

Esse texto é para quem ri quando não pode; para quem cria caso e implica com os outros. Para quem não está satisfeito com nada, pra ti que vê um pterodátilo te sobrevoando sempre que a sombra de uma nuvem gigante passa correndo por baixo de você. Para os que pensam, não correm e preferem Pepsi. Para quem já dormiu chorando. Para quem não dormiu por chorar. Para quem duvida; para quem já acreditou no que não devia ou em quem não devia. Esse texto é para ler descalço enquanto caminha em uma estrada de pedras pequenas e lisas que fazem massagem nos pés. Para afrouxar a gravata vermelha, prendê-la na testa de modo que a língua fique para trás e gritar “HADOUKEN!” na frente do espelho.

Esse texto é para quem está louco, para loucos e para os que fingem ser. Os que assim são julgados por não seguirem a massa. Não é errado, só não é prudente. Quantas vezes já ouvimos isso? Quantas vezes ainda vão nos cobrar isso? Quantos nãos têm que ouvir para viver em um mundo que herdamos com regras prontas e que devemos seguir sem muito questionamento? Quanto respeito e gratidão deve-se ter por alguém que não os faz valer, apenas cobra em troca de um sexo sem cuidado feito nove meses atrás unicamente para satisfação própria, que esse tempo depois acarretou em você? É, você. O acidente sexual mais bem quisto agora da sua casa. (não falo aqui de gravidez planejada – o que é raro – e de mães vacas que cogitam abortar e (ou) abandonam o filho pós-parto)

“Todo mundo ta errado. Só tu que ta certo.” E POR QUE NÃO? Por que tanta gente se acomoda com tudo que não gosta, não precisamos fazer o mesmo. Não precisamos achar que está tudo certo porque foi sempre assim.

Esse texto é só para sugerir que você ria mais quando falam que você não pode rir; que crie caso e implique com os outros, não se convença facilmente. Para sempre que a sombra de uma nuvem passar correndo pelos seus pés, você rapidamente olhar pro céu e pensar “MEU DEUS! UM PTERODÁTILO!” Para você pensar mais, correr menos e preferir Pespsi.