O DIA QUE EU QUASE MORRI (FATO REAL) – parte 01

Sempre fui um cara na minha, principalmente quando o ambiente não me favorecia. O ano era 2007 e o ambiente não me favorecia. O que eu quis dizer com isso? Simples, estava em uma sala onde eu mal conhecia ninguém.

Eu tinha um colega que não parecia compartilhar dos mesmos costumes que eu, ele não se acoava em ambientes desfavoráveis e sim tentava se impor intimidando os demais. Sempre desaprovei atitudes do tipo.
Veja bem, chegou no colégio com menos de uma semana nos corredores já se ouvia boatos de que os garotos de duas séries acima iam “quebrar” a cara dele. Não tinha opinião formada sobre o assunto, e logo não me pendi para sua defesa, nem torci para que sua cara fosse partida em muitos pedaços.

Foi então que em uma troca de aula, sem professor, o moleque sem motivos reais começa a bater boca com a menina que sentava ao meu lado (Em uma explicação rápida, a sala era dividida em 6 fileiras de classes. Eu sentava na primeira fileira, a menina na segunda e o cara na sexta. Ou seja, três fileiras de classes separavam a jovem do moleque).
A discussão foi esquentando, as vozes subindo o tom até que ela soltou um: “Cala a sua boca, seu filho da puta.” – FILHO DA PUTA – naquele momento o ódio tornou-se notório nos olhos do pequeno marginal.
Nunca entendi porque as pessoas em geral se ofendem tanto ao serem chamadas de filho da puta, a ofensa claramente não tem ligação alguma à mãe do xingado em questão. Mas digamos que ele tinha algumas dificuldades com problemas menos complexos que esse e seria um abuso da minha parte exigir que o guri entendesse que a ofensa não fora proferia a sua imaculada mãe.

O marginalzinho se ergueu em fúria após receber tais palavras e caminhou em direção à minha colega com os punhos cerrados, chegou do lado dela, ergueu a mão. Caras. Eu não pensei, eu juro que foi involuntário, quando dei por mim já havia dado a volta na classe da menina e jogado o garoto no chão.
Foi então que recebi as frases que mudariam e atormentariam a minha vida por alguns anos: “Que isso, Lucas? Tu vai te arrepender por isso!” – E era claro que eu ia. A atitude foi nobre? Claro que foi. Mas uma coisa que aprendi desde cedo é que não se coloca a cueca por cima da calça e se combate o crime se você não for Kryptoniano.

Encerrei o problema da menina que eu mal conhecia e causei um pra mim, que eu conhecia (e a partir daquele momento não sabia mais por quanto tempo ainda ia conhecer) muito bem.

(CONTINUA)

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